O Magnetismo Funciona?

Embora existam comprovações empíricas sobre o magnetismo e sua aplicação em diversos campos da medicina e nutrição, existe ainda uma certa dose de ceticismo sobre a aplicação do campo magnético gerado por um Imã ou por eletricidade, o que nos leva a nos perguntar “será que ele funciona mesmo?”.

Vale ressaltar que a aplicação de campos magnéticos na recuperação de pacientes para acelerar o processo de calcificação nos ossos tem sido utilizada em diversos países e, mais recentemente, sua aplicação ao nível comercial tem sido ampliada, objetivando a melhoria da saúde humana e animal. Outro uso recorrente é a utilização dos campos magnéticos na água para consumo de animais e humanos, com resultados perceptíveis, seja em tratamentos ou na manutenção da saúde.

Veremos nos estudos científicos de que modo o magnetismo pode ajudar na manutenção da saúde ou no tratamento de doenças, bem como o uso do campo magnético na água de consumo pode beneficiar sua saúde.

A Magnetoterapia e sua aplicação na saúde

A atuação do magnetismo está ligada a uma série de fatores relacionados a composição sanguínea e também da própria água, tanto a nível molecular e celular como nas cargas elétricas presentes nestes componentes. Um destes fatores está relacionado a absorção do oxigênio pelas células e o pH do sangue e da água. Os estudos apontam que o magnetismo tem a capacidade de alterar o pH da água que ingerimos, influindo diretamente na melhora na regulação da acidez corpórea.

O Dr. Otto Warburg, fisiologista e bioquímico alemão, ganhou o seu primeiro prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia no ano de 1931 pela descoberta de que o câncer se desenvolve em ambientes com menor quantidade de oxigênio, no qual a produção de energia ocorre pela fermentação da glicose (anaeróbica). O equilíbrio na quantidade de oxigênio gera uma produção de energia mais eficiente e com menos resíduos ácidos para o organismo, ou seja, em um ambiente com o pH alcalino o câncer tem dificuldade em se desenvolver. Outro fator de interesse para a medicina é que quando o pH do sangue está baixo, as placas ateroscleróticas (gorduras) são aderidas às paredes das artérias, causando doenças do coração. Embora existam mecanismos de controle deste pH, uma ingestão contínua de alimentos ácidos pode levar a um estresse destes mecanismos, podendo agravar ou ocasionar doenças.

O tema da Magnetoterapia não é uma novidade e tem sido estudado amplamente. Segundo Guillot (2002), entre os anos 1993 e 1996 foram publicados aproximadamente 3.000 estudos científicos sobre o tema Magnetismo aplicado na Medicina, em plataformas reconhecidas como a Pubmed.

Foram realizados, por exemplo, estudos sobre a aplicação do magnetismo na recuperação de fraturas por meio de aplicação de campos eletromagnéticos (GUILLEN, 1985) e a melhora na cicatrização em animais com a ingestão de água tratada magneticamente (CARVALHO, 2012).  O uso dos campos eletromagnéticos e magnéticos é observado tanto na aplicação local, quanto pela ingestão da água magnetizada.

Água magnetizada foi encontrada eficaz no alívio de resfriados, tosse, bronquite, todos os tipos de febre e muito mais, dores de artrite, redução da pressão arterial, recuperação mais rápida após um acidente vascular cerebral e é útil na regularização do ciclo menstrual das mulheres. Além disso, o tratamento com água magnética foi muito eficaz na quebra de pedras nos rins e na vesícula biliar em pequenas partículas. A água também evitou a formação de pedras nos rins e na vesícula biliar. A água magnética pode prevenir o envelhecimento e a fadiga, aumentando a permeabilidade da membrana celular. (EBRAHIM, 2017) (tradução livre)

Diversos estudos apontam para a eficácia da água magnetizada na prevenção e tratamento da aterosclerose, sendo encontrados estudos em animais e humanos. Além disso, também foi relatado que a água magnética ajuda a desobstruir as artérias e veias dos depósitos de colesterol e sais, normalizando o sistema circulatório.  Podendo ser útil no controle de peso, como coadjuvante de uma dieta correta, uma vez que a água melhora a atividade metabólica e pode ser útil na queima de tecido adiposo excessivo.

Água potável magnetizada melhora a digestibilidade dos nutrientes e economiza o consumo de água. Alguns parâmetros de fermentação ruminal em animais também foram observados, podendo contribuir na redução da produção de metano, mitigando assim o impacto ambiental na pecuária, além de promover a saúde animal positiva, o que pode refletir no aumento da produção de leite e seus componentes. Também há estudos conclusivos que apontam aumento na produção de leite e de lã em ovelhas, ganho de peso em gansos e ganho na produção de ovos.

O tratamento magnético da água melhorou o quadro sanguíneo, os parâmetros bioquímicos, a qualidade e o status antioxidante em humanos e animais. Portanto, a água magnética deve ser usada para mitigar os efeitos nocivos de drogas, toxinas e poluentes ambientais sobre humanos e animais. (EBRAHIM, 2017).  

Como utilizar o campo magnético

A aplicação do campo magnético pode se dar, por exemplo, através de um aparelho eletrônico, coma aplicação de frequências específicas para cada tipo de tratamento. Outra forma de se beneficiar com o magnetismo é a aplicação de campos magnéticos por imãs na água.

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Referências Bibliográficas

Zayas Guillot, Juan Daniel. “La magnetoterapia y su aplicación en la medicina.” Revista Cubana de Medicina General Integral 18.1 (2002): 60-72.

EBRAHIM, Shaban Ali; AZAB, Azab Elsayed. Biological effects of magnetic water on human and animals. Biomed Sci, 2017, 3.4: 78.

GUILLEN, P., et al. Aplicaciones clínicas de los campos magnéticos: magnetoterapia y magnetosteogenia. Rev Esp Cir Osteoart, 1985, 27: 120-257.

CARVALHO, Gabriel Domingos. Efeito da ingestão de água-de-coco e água magnetizada na reparação de feridas experimentais em coelhos. 2012.

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